Os desafios de Célia Sales em Ipojuca

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Saneamento e Educação estão entre os problemas a ser enfrentados
Paulo Rocha – As urnas de Ipojuca, neste domingo, 2 de abril, nas eleições suplementares para prefeito, confirmaram o nome de Célia Sales. Com 55,2% dos votos válidos, a candidata pelo PTB e apoiada por Armando Monteiro derrotou o ex-prefeito Carlos Santana, do PSDB, apoiado pelo governador Paulo Câmara, que ficou com 42,5% dos votos.
O resultado confirma o favoritismo que se via nas ruas do município nos dias anteriores à votação e no próprio dia do pleito. A população não aprovava a gestão de Carlos Santana, apesar dos inegáveis avanços em várias áreas e das inúmeras obras visíveis realizadas nos últimos quatro anos.
Célia Sales teve sua candidatura sancionada pelo PTB após seu marido, Romero Sales, ter sido impugnado pelo TSE após as eleições de 2016, onde saiu vencedor por uma larga margem de votos. O TRE ainda não divulgou quando será a posse da nova prefeita.
Problemas – A vitória de Célia Sales é uma mudança de rumo e uma esperança para os ipojucanos, que precisam de um gestor que resolva os muitos problemas acumulados por décadas de má gestão. Um dos municípios mais ricos do estado, atrás apenas de Recife e Jaboatão, com o maior PIB per capita de Pernambuco (8,4 bilhões para uma população de 90 mil pessoas) e receita prevista de 600 milhões de reais para 2017, Ipojuca nunca teve índices compatíveis com tanta riqueza, e é um desafio tentar entender onde foi parar tanta riqueza nas últimas duas décadas.
Governado nos últimos 20 anos por Carlos Santana e por Pedro serafim, alternadamente, Ipojuca tem péssimos índices em várias áreas consideradas essenciais. Na educação, a taxa de analfabetismo em pessoas com mais de 15 anos de idade é de 20%, mais que o dobro da média na RMR, segundo dados do Governo do Estado de Pernambuco. O Índice de Desenvolvimento Humano é médio (0,619), também menor que a média da RMR. O quesito saneamento é um dos piores da Região Metropolitana. Nos distritos e nos engenhos, é visível a precariedade, com ruas inundadas por esgoto, inclusive no destino internacional de turismo, Porto de Galinhas. Na vila, milhões foram investidos em saneamento, mas as obras foram abandonadas e projetos como o PDLI – que em tese daria nova cara às comunidades mais pobres – simplesmente deixados de lado.