Hospital Colônia de Barreiros inicia processo de desospitalização

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Foto: Governo de Pernambuco

Pacientes serão atendidos pela estrutura municipal
(Com informações do governo de Pernambuco) - O Hospital Colônia Vicente Gomes de Matos, localizado em Barreiros, deu início ao processo de desospitalização de seus pacientes. A unidade abriga pacientes psiquiátricos crônicos, ou seja, de longa permanência. São 96 pessoas do sexo masculino, que recebem todo o acompanhamento psicológico e de saúde no local. Dia 16 de novembro, a unidade contava com um paciente a mais, que recebeu alta e, agora, será atendido na rede substitutiva.
Leonardo Francisco da Silva Filho, de 62 anos, estava vinculado ao hospital há 11 anos. Nos últimos dois, ele já estava morando fora da unidade, em casa própria comprada com o seu benefício. Contudo, ele continuava vinculado ao atendimento médico do Hospital Colônia, onde também recebia a medicação. A partir da alta hospitalar, ele passa a estar totalmente integrado à comunidade e a ser acompanhado pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) e pela Estratégia de Saúde da Família. “Com a alta hospitalar, o paciente terá oportunidade de ter outros tratamentos substitutivos na rede municipal de saúde, bem como a retomar seus projetos de vida”, afirmou a diretora da unidade, Márcia Apolinário.
A alta do paciente é o primeiro marco para o processo de desospitalização de todos os internos no Hospital Colônia Vicente Gomes de Matos. A equipe da unidade está trabalhando para que os pacientes retomem os vínculos com seus familiares ou possam ser acolhidos em residências terapêuticas (RT), deixando o modelo de internação de longa permanência. Já o acompanhamento de rotina passa a ser feito pelos CAPs, como preconizado pela nova Rede de Atenção Psicossocial. O trabalho vem sendo realizado em parceria com a Diretoria Geral de Assistência Regional (Dgar) e a Gerência de Atenção à Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Na prática, a “desospitalização”, política implantada há tempos na área de saúde mental, significa que o hospital será desativado, em médio ou longo prazo. O Governo do Estado não mencionou o destino futuro das instalações.