Artistas na luta por um São João legitimamente nordestino

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  • Escrito por Paulo Rocha

Polêmica sobre a presença da música sertaneja tem exaltado ânimos de parte a parte

Paulo Rocha – A discussão não é nova, mas tem adquirido contornos cada vez mais nítidos: Os festejos juninos pagos com o dinheiro público devem trazer grandes nomes musicais de outros gêneros, a peso de ouro, em detrimento da verdadeira essência do São João, que seria o forró?
Prefeitos de várias cidades, como Campina Grande, se defendem e dizem que a presenças de nomes famosos atraem mais público. Mas se como o dinheiro público não deveria virar lucro, supõe-se a ingerência da iniciativa privada que coloca dinheiro nestes eventos (a exemplo das cervejarias) e portanto influi ou impõe a escolha de nomes como Pedrinho Pegação, Saia Rodada, Wesley Safadão, Luan Santana e muitos outros. Não há dúvidas que estes nomes atraem mais público, independente da qualidade, mas com certeza descaracterizam a festa nordestina e frustram turistas que vêm de outros estados para conhecer a cultura local.
Vários artistas de renome já entraram na briga, já denominada pelas redes sociais de “Devolva meu São João”. A que causou mais polêmica foi a opinião de Elba Ramalho, que mesmo contratada para shows no São João, resolveu alfinetar as duplas sertanejas, declarando que nordestinos não cantam em Barretos (paraíso dos sertanejos) então duplas sertanejas não deveriam cantar no São João nordestino. Logo Marília Mendonça, sem a mínima noção, disse que se Elba tivesse alguma música de sucesso com certeza seria chamada a cantar em Barretos, citando Wesley Safadão como se fosse forrozeiro.
Bastou para que Alcimar Monteiro (autodenominado Rei do Forró) subisse o tom, chamando MM de “galinha”.
Até o fechamento desta edição, Maciel Melo já tinha se juntado ao coro dos que defendem o legado de Luiz Gonzaga, mas vai além. Critica a burocracia imposta aos cantores locais, que, sabemos, tem de gravar seus shows como “prova” de que cumpriram o contratado. Além disso, já é alvo até do Ministério Público de Pernambuco a questão do atraso nos pagamentos de artistas locais, enquanto os artistas “do sul”, recebendo cachês até dez vezes maiores que um grande artista local, só sobem no palco com seu cachê garantido.
Uma coisa é certa: pela primeira vez, publicamente, artistas nordestinos de várias magnitudes se unem para defender um interesse comum contra a imposição sulista da mídia, das gravadoras e dos cartéis dos chamados “produtores musicais”, que impõe seus “staffs” a entes públicos nem sempre republicanos.
O São João vai passar, mas que fique esta lição aos nossos autores, cantadores, repentistas, coquistas e toda a constelação da cultura nordestina. É preciso se unir mais, relegar vaidades a segundo plano e alavancar conjuntamente a verdadeira música nordestina, ou a mesma será realmente massacrada pela mediocridade melódica que se espalha feito um câncer por toda a juventude em todos os cantos deste Brasil maiúsculo em sua essência mas minúsculo em sua representação.

Transporte de Jaboatão faz um dia de greve

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  • Escrito por Paulo Rocha

Motivo é não votação na Câmara de Vereadores de projeto que melhora o sistema de transportes no município

Às vésperas da audiência pública que discutirá o transporte em Jaboatão dos Guararapes, os permissionários do transporte de Jaboatão (vans) entra em greve de advertência hoje à meia noite, em protesto contra a atitude da Câmara de Vereadores de Jaboatão dos Guararapes, que não vota o projeto do executivo que moderniza o setor. Os permissionários das três cooperativas voltam a circular amanhã, a partir das 15 horas. No início de maio, nada menos que 16 vereadores, segundo o blog de Roberto Santos, pediram vistas ao projeto, num claro objetivo de retardar sua votação. Em seu artigo, o cientista político Roberto Santos diz acreditar que a manobra seria uma pressão contra o Prefeito Anderson Ferreira, sem objetivos claros até agora.
Por sua vez, o comunicador Anselmo Campelo, na Rádio Cidadania, insinuou hoje, dia 18, que alguns vereadores poderiam estar recebendo benefícios de empresas de ônibus para não aprovar o projeto como ele está.
Em vídeo nas redes sociais, o vereador Daniel Alves detona o projeto e o sistema de transportes por veículos de pequeno porte, defendendo claramente o modelo do Grande Recife Consórcio e contra o Vem Municipal. Tentando justificar a análise do projeto, diz que muitos dos permissionários são contra o projeto e que a Secretaria de Transportes municipal não comanda o transporte. O vídeo vem com a irônica hastag #FéCompromissoSocial.
Segundo dirigentes da Cootrape, a audiência e desnecessária e só busca postergar ainda mais a aprovação do projeto, que já foi discutido à exaustão, inclusive durante a administração passada, com consultas à população e estudos técnicos por parte da Prefeitura, das Cooperativas e do Grande Consórcio.
A Audiência Pública sobre o assunto é amanhã, sexta-feira, dia 19, às nove horas da manhã, na Câmara de Vereadores de Jaboatão, e promete ser animada.

Compesa promete resolver vazamentos em até 96 horas na RMR

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  • Escrito por Paulo Rocha

A Companhia Pernambucana de  Saneamento - Compesa iniciou, dia 24 de janeiro, um novo modelo de gestão para contratos de manutenção de redes de distribuição de água para dar mais celeridade ao conserto de vazamentos e reposição do pavimento nas cidades da Região Metropolitana do Recife e Goiana, na Mata Norte. A intenção da companhia é modernizar e aperfeiçoar os procedimentos para que o atendimento seja finalizado no prazo máximo de 96 hora, período que envolve o diagnóstico e execução do reparo hidráulico até a reposição do pavimento.
A prestação do serviço vai lançar mão de novas tecnologias, com o uso de smartphones e monitoramento remoto do trabalho executado, em tempo real, para o cumprimento efetivo do prazo e da qualidade dos serviços estabelecidos. O novo contrato também prevê a atuação de equipes nos três turnos.
O programa, batizado de CompesAtende,  foi concebido  após quase um ano de estudos e modelagem dos novos contratos de manutenção de redes, que só na RMR,  possuem quase 6 milhões de metros de tubulações e 742 mil ligações ativas. Para atender todo universo de vazamentos, foi montada uma superestrutura com 60 veículos utilitários, 11 caminhões, 13 retroescavadeiras, equipamentos como geradores e compressores, e uma equipe de 200 profissionais envolvidos diretamente na manutenção da rede.
Nos próximos 20 dias, durante uma fase de ajustes do novo contrato, a Compesa vai atuar com 30 equipes nas ruas, inicialmente. A central de controle de manutenção, localizada na unidade da Compesa na Avenida Rui Barbosa, fará o monitoramento GPS de todos os veículos e da execução dos serviços.
Agora todo conserto de vazamentos precisará cumprir um padrão estabelecido pela Compesa, que prevê cinco etapas de execução do serviço e o prazo máximo de 96 horas para ser concluído, começando com o diagnóstico do problema, sinalização do local, para depois realizar o reparo hidráulico, reaterro e reposição do pavimento.
Cada etapa concluída será informada pelas equipes diretamente no sistema, por um aplicativo no smartphone, como um check list. Também haverá o registro fotográfico de todo processos, com imagens georreferenciadas (coordenadas via GPS). Dessa forma, a companhia vai fiscalizar a realização dos serviços e rastrear as equipes em tempo real.
Hoje, a Compesa recebe cerca de 3.300 registros de vazamentos, por mês. “Nosso objetivo é reduzir as reclamações da população, atendendo 100% dessas demandas. Nesse primeiro momento, vamos resolver os vazamentos visíveis, no menor tempo possível. Depois, vamos partir para os vazamentos ocultos, que precisam ser investigados à noite, com estudos de geofonagem feitos com equipamento de alta precisão para identificar o vazamento não aparente”, informa o diretor Regional Metropolitana da Compesa, Fernando Lôbo, acrescentando que, dentro de seis meses, serão consertados todos os vazamentos residuais do contrato anterior.
“A Compesa tem uma preocupação muito grande com esse tipo de contrato, pois representa a imagem da empresa que está na rua. O contrato anterior não estava funcionando adequadamente, por isso, estudamos um modelo de gestão que pudesse atender de forma plena a população, resolvendo os vazamentos de forma rápida e com qualidade”, explica Fernando Lôbo, informando que “os serviços de obras emergenciais” foram retirados do contrato de manutenção de redes, o que permite agora focar somente na solução dos vazamentos.
Ao longo de dois anos, serão investidos R$ 43 milhões no novo contrato, que será executado por meio de dois consórcios, com as empresas pernambucanas SAM e Consórcio CTE, e cuja remuneração será feita por performance e a partir da avaliação mensal de indicadores. Está previsto, por exemplo, de acordo com o desempenho e resultados, penalidades com o abatimento de até 10% do valor do serviço.
“Solicitamos aos nossos clientes que procurem os canais de atendimento da empresa, como o 0800 081 0185, as lojas de atendimento, as redes sociais e o Compesa Mobile (aplicativo que permite tirar foto de um vazamento e enviar instantaneamente para a companhia), e faça o registro, que já iniciaremos o tratamento desse vazamento, no prazo de até 12 horas”, ensina Conceição Pontes, gerente de Manutenção de Redes da Compesa.